MAL DE ALZHEIMER

A mente embaraçada

As vagas e raras lembranças

Vêm e vão como um sopro... fugaz.

O fio tênue de ligação com a realidade,

Apagando-se a cada dia, é quase inexistente.

Tudo parece estranho, ameaçador,

O medo impera e aciona o instinto de defesa,

O isolamento e a agressividade são inevitáveis.

E assim a vida se esvai na escuridão da incerteza,

Que tristeza! Até o dia do descanso final.

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(Uma velha amiga da nossa família sofre do Mal de Alzheimer. Fiquei deprimida ao visitá-la. Era uma mulher forte, alegre, bem disposta. Agora está definhando na confusão mental que a leva para lugares obscuros, desconhecidos. É muito triste...)

Jandira Lucena
Enviado por Jandira Lucena em 06/09/2011
Reeditado em 07/09/2011
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