PRA LÁ E PRA CÁ

que passa pra lá e pra cá

e se faz, por rapidez,

invisível a meu olho...

ao menos os pormenores de existir

como é, assim.

que dança, então,

uma coreografia aleatória,

mas lógica pra mim.

seduz-me o espírito de longe

se a vejo a alguns passos de mim.

e se transmuta gigante

me dominando a vista e tudo.

porque os pensamentos fogem

se vão por sua causa

e à casa voltam sossegados.

que passa pra lá e pra cá

na sua cozinha-teatro

onde a platéia, mundo, a vê

pela quarta parede transparente.

e quero invadir o palco

egoísta que sou nessa relação

e lhe dar mil presentes.

beijos que bem não sei

se eu ou você quem mais os quer.

Contraceno: acarinhar o seu rosto,

obsceno: ao tomá-la, mulher.

Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 24/11/2011
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