espelhos que não mentem

No branco sinistro do papel,

eu tento afundar um navio de magoas!

É como sondar um oceano interminavel sem enlouquecer.

Não vendo gloria vou morrer mais além...

Afogado em mim.

Em meus olhos!

Em silêncio.

Ainda assim não somos suficientes,

mesmo depois de tantos anos

vuneraveis a fragilidade do corpo.

Do presente enigmatico,

virando a pagina em branco

procurando aventuras.

Sonhando!

será que só os espelhos compreendem o tempo?

Quando nos olhamos diante deles,

e refletimos em sua materia nossa matéria;

Tão frágil até mesmo a sua imagem.

E vamos deixar a materia!

o sabor impronunciavel de respirar...

E toda nossa loucura.

Ficaremos dormindo, acendendo como uma estrela no infinito.

Porque o amor é somente a vibração criadora!

Elaboro meu fim todas as vezes que sinto medo de morrer.

Como sera? Como vira?

A morte é apenas um sonho onde não usamos os sentidos.