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POEMA NA CORDA BAMBA.

Dois poemas lindos,
na corda bamba
do circo nosso de cada dia
nos dai hoje
sob a tenda.

na boca menor que o batom,
na face do sorriso palhaço
onde nascem
debaixo dos girassóis,
dois olhos flor.

A dançarina elefante incendeia a platéia
e arrebenta o meu peito de aço,
sem dor.

Eu adoro o circo da vida plebéia
de um globo da morte . . .
que um dia há de vir.

Eu adoro a vida por inteiro . . .
vivida.
o danúbio azul no trapézio
que assassina.
o pirata cara de mau
e a sua sina.
o trombone perna de pau,
desfolhando, desfolhando
a bailarina.

e eu? . . .
eu menino,
leso, liso e louco
no picadeiro . . .
da vida.
Marco Bastos
Enviado por Marco Bastos em 15/07/2005
Código do texto: T34660
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marco Bastos
Salvador - Bahia - Brasil, 76 anos
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1 e-livros (803 leituras)
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Marco Bastos