Já sei o sol,
inclinando ao oeste 

talvez leve a minha
prece 

Se eleve o meu pranto à Deus. 

 

Já se vão tantas
lembranças 

Do conselho bem dado 

Gratuito e guardado 

Qual semente neste
peito meu 

 

Vão-se os dias, os
anos 

Restam horas, agora
pode ser 

Talvez o fim...

 

Vai-se lenta a
esperança cortante 

Volitante faz-se esse
querer 

e só o próximo minuto
poderá dizer 

 

Se é meio, se é
recomeço ou 

Só começo de uma vida
sem você.

 

Esvaecem-se as forças 

O queixume cala-se qual
regra 

rega o coração a
lágrima recolhida 

nesta ida sem retorno

 

Saudade fica como a
gritar-me o dano 

Eu faço poesia pra
respirar 

Pondo os pés nos seus
chinelos velhos

e guardo minha fé.

Lembrando-me que acaba
então 

o teu luto perpétuo

E lhe vestirão de
flores. 

 

 

Cristhina Rangel. 

 


Cristhina Rangel
Enviado por Cristhina Rangel em 14/02/2012
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