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OS OLHOS

O homem que vês na janela da minha casa
Não sou eu!

Vês o que vês,
Pensas o que pensas,
E pensas que me vês...

É que nunca reparastes nos meus olhos,
São vazados:
Duas covas sem fim,
A princípio escuras, depois nem sei...

Há tantos que não olham para dentro de mim...

Os que olharam,
Depois de tudo o que viram
Pelo caminho até no fundo,
Dizem apenas que é um espelho que há
No fundo dos meus olhos abissais
E se espantam
Porque lhes parece que ainda há
Outro tanto para se andar...

Estais vendo?
Nem se quer perguntam
De que natureza é o espelho...
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 20/01/2007
Código do texto: T353797

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 62 anos
240 textos (31056 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/01/21 03:11)
Chico Steffanello