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HOJE



Ao som da primitiva voz do instrumento
Alento de inúmeros tons e semi-tons
Percuto letras perdidas nas consoantes embaralhadas de minhas retinas translúcidas

e no primeiro silêncio
danço
acordo o caos
Propago
frases desentranhadas do universo lascivo e alterado de minha garganta

Momento de nunca acabar

canto!

Estanco em sambas, maxixes e maracatus
no choro das cuícas, na alegria do agogô, do repinique, dos surdos, triângulos, afoxês, ganzás e berimbaus
Reco-reco, paus de chuva
Tamborins de todas mudanças

à minha volta o universo gira,
rodopia nas voltas da porta-bandeira
no bumba meu boi do frevo solto
nos terreiros de umbanda
na pele dos atabaques
na roda da capoeira
no transe de todos os santos
pernas mãos olhos
Márcio Barreto
Enviado por Márcio Barreto em 22/01/2007
Código do texto: T354788

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Sobre o autor
Márcio Barreto
São Vicente - São Paulo - Brasil, 50 anos
40 textos (1986 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/10/20 12:36)
Márcio Barreto