COMO É TRISTE O AMANHECER SEM MIM

Veja, amor,

Como é triste o amanhecer sem mim.

A doce aurora é amarga,

O sol perdeu o brilho

Desiludido com os desafinados

Pássaros que gritam desorientados.

Sinta o orvalho esvanecer ao deslizar

Pela flor que se suicidara durante a noite.

Corra os olhos pelo horizonte disforme

Com suas montanhas chorosas,

Onde é visível o cume estar abaixo do solo.

Que mundo sombrio avoluma-se

À sua volta, neste novo despertar!

Nova fase, coberta por velhos sonhos

Que destruirão suas noites melancólicas.

Repare o meu retrato, é a única lembrança

Que restou do anunciado “longo amor”.

Curto o suficiente para ser mal vivido.

Não insista em chamar-me,

Pois serei traído pela fraqueza e voltarei!

Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 22/07/2005
Reeditado em 22/07/2005
Código do texto: T36884