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23:57

Realmente,
A noite não me dá mais privacidade,
Privacidade para assombrar o mundo:
Era eu, os gatos e cachorros;
Hoje a noite tem asfalto, luzes e carros.
Se assombro alguém, os outros que vêem
Pensarão-me um louco,
Quem pensaria-me um menino brincando?

Nessas noites de néon
Ninguém mais brinca
Nenhuma alma penada vagueia,
Mesmo que seja só eu...
Nessas noites de hoje
As pessoas não dormem
Nem sonham com seus anjos:
Descansam, se puderem, para trabalhar amanhã.
Morreram os fantasmas e as almas penadas,
Mesmo que fossem apenas eu.

O que farei agora para espantar os homens
Que já não dormem direito?

Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 04/02/2007
Código do texto: T369536

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 61 anos
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