No fundo...

Do barro amassado

Pendentes os barcos á deriva

Das velas içadas, de popa a proa

Do mar saudoso então se esquiva

Interrogações, aos montantes

Da travessia caudalosa, e por que

Dos sussurros penitentes, do rio afogueado

Do remo, encostado nas vielas

Do caminho, a esmo e a rumo

Passageiros inquietos se atracam

Abraçados, na causa nobre e mistério

Do porque de tudo isso

O vaso, despedaçado ou não

Nas entregadas destinadas, ou apenas só

Cascos que arrebentam em águas descansadas

Do verde musgo, em atóis tão separados

A sonda inquietante, buscando em funduras

O pó dos ouvidos, somente sons

Á beira mar, ou no lume do sol

Tudo em todos, apenas então barro...

Allves
Enviado por Allves em 13/07/2012
Código do texto: T3774957
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.