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Escrava

Em sua profunda e calada submissão,
perco-me em desejos que dilaceram sua carne.
Em sua vermelha e doce sedução,
descubro-me em virtudes que alimentam minha arte.

Senhora sua, que reina acorrentada
Escrava minha, que sofre resignada
Entrega-se, soberana, no leito estirada,
à masmorra soturna e à vontade ordenada.

Rendida e livre de seu velhos temores,
vaga à beira do abismo, nas altas torres.
E ao lançar-se no precipício coberto de flores,
prende-se, segura, aos meus braços dominadores.

E nua e extasiada e cansada do risco,
chora e repousa sobre meu amor.
Escrava dos olhos negros, senhora do meu aprisco,
não se dobre ao sorriso,
mas ao chicote e à dor.
MariaLia
Enviado por MariaLia em 23/02/2007
Código do texto: T391132


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Sobre a autora
MariaLia
São Paulo - São Paulo - Brasil
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