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“Como navalha”

Me puxe os cabelos
E os pelos
E não dê ouvidos
Aos meus apelos

Me ame sem desvelo
Sem cuidados
Sem medos
Não sou de cristal

Arranhe-me a pela nua
Branca e crua
Onde todo a luxuria
Insinua

Onde todo bem
É também mal

Coma-me sem cerimônia
Te comerei sem parcimônia
Com toda a fome
Que é nosso natural

Devora-me noite adentro
Deixa-me estar no centro
Do teu cio animal

E quando os nossos desejos lascivos
Estiverem saciados
E nossos corpos exaustos de se dar
Ante o gozo merecido

Joguemos nossos corpos exauridos
Sobre o campo de batalha
Antes que o dia corte nosso sonho
Como navalha
E nos torne dois desconhecidos

® Varley Farias Rodrigues

Varley
Enviado por Varley em 25/02/2007
Reeditado em 04/03/2007
Código do texto: T392806


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Sobre o autor
Varley
Fortaleza - Ceará - Brasil, 56 anos
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Varley