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IMEMORIAL.

Abro a porta
Para uns sonhos
Buliçosos, sonambúlicos,
Das retortas e dos alambiques
Ubíquos  e ocos.
Sonhos dos dias foscos,
De sóis leucócitos,
Alvura  cálcica  dos ossos,
Restos  de algas cáusticas
Que serpenteiam
Nas águas gélidas, ribonucleicas,
Dos abismais fossos da alma.

Que importa!
( Se abissais, fantasmagóricos,
Se imemorial  e atávica lembrança,
Do primeiro homem nu
Sobre a  primeva Terra , toda sua)
São apenas sonhos  de outrora,
Da noite antiga e calma , chegando
Nos relâmpagos que saem dos dedos.
Como os pirilampos que reluzem
E são pedaços de almas
Que se despedaçaram no espaço,
São sonhos baços, esses medos!
 
Marco Bastos
Enviado por Marco Bastos em 01/08/2005
Código do texto: T39326
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marco Bastos
Salvador - Bahia - Brasil, 76 anos
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1 e-livros (803 leituras)
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Marco Bastos