Borboleta Azul

Na sombra do sol,

Quando a flor acordou da noite,

Entre o orvalho singelo

E o verso dos pássaros...

Você...

Assentou em meu corpo,

Tão frágil...

Tão bela.

Incomum no norte,

Como a primavera.

Pura essência da luz.

Versão única e mais cara,

De toda a minha necessidade.

Aquela cor...

O voo sintético no silêncio tímido,

Escondido em toda emoção,

Que o espaço feito em laço,

Me asseverou ao coração.

No tocante,em brisa, em voz d' alma.

Vi em sua candura minha alma sucumbir,

Aceitando o limite da liberdade na morte;

Concordando com a efemeridade da sorte.

Por isso, em carcere, segui religioso a frase,

Que a real imagem, de amor e vida,

Me anexou.

Não es tu a resposta as dores;

Não sou eu o fim...

Mas a diferença, que a esperança

Precisa para fazer o futuro existir.