CAMINHO (aos terrões do sertão do Indaiá)

Não era uma estrada

Era um caminho

De chão batido

Por pés cansados

Há tantos anos

Passados

E agora há anos

Presentes

Apressados.

Não é uma estrada

É um caminho

De terra seca e sem chuva

Infecunda

De passageiros tantos

De dores tantas

De conversas tantas

De saudades tantas

De lágrimas tantas.

Há no entanto uma beleza

Em seu entorno

De um verde belo

Esperança

Tal qual criança

Sorrindo.

Um caminho duro

Ressequido e inabitável

Chão batido

Dores e alegrias passantes

Vão indo.

Caminho subindo montanha

Verde emoldurando

Chão dolorido, ressecado

Pés vários, pisado

Guardando histórias e segredos

Juras de amor, degredos

Tão bonito de se ver

Serpenteando morro acima

Ou abaixo

Subir e descer.

Mais que uma estrada

Um caminho

Perdido

Sozinho.

Cumpre a sina de ser passagem

Sem gerar vida

Terra batida

Nostálgico

Sem alma aflita

Viagem.

LUCAS FERREIRA MG
Enviado por LUCAS FERREIRA MG em 22/01/2013
Reeditado em 22/01/2013
Código do texto: T4097674
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