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Sertão Central

SERTÃO CENTRAL


Minha terra não tem rio
minha terra não tem mar.


Tem açude gigante.
Quando chove sangra
e corações explodem,
na mesma intensidade
da lamina  d’ água.


Minha terra não tem rio
minha terra não tem mar.


Tem calor ardente,
promessa fé fervorosa,
estampidos de foguetes,
burburinho constante
visitas  penitentes.


Minha terra não tem rio
minha terra não tem mar.


Tem música de banda,
coral sacro de crianças,
alegre conjunto de forró.
Aplausos, gritos,  vivas,
homenagens ao Santo.


Minha terra não tem rio
minha terra não tem mar


Tem gente de  longe
figuras tristes, cansadas,
verdes de esperanças.
Louvam o Padroeiro,
bendito “Cheio de Amor”.


Rita de Cássia Fernandes Araújo
Enviado por Rita de Cássia Fernandes Araújo em 12/03/2007
Código do texto: T410220

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Sobre a autora
Rita de Cássia Fernandes Araújo
Fortaleza - Ceará - Brasil, 79 anos
62 textos (653 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/09/20 05:42)