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O despertar do poeta

Era noite e o sono não vinha
O poeta saiu para a rua
Para caminhar à toa
E olhar para a lua.

Bateu-lhe a saudade no peito
E já cansado resolveu voltar
E deitar-se em seu leito
No conforto do seu lar.

Enfim veio o sono
Que trouxe um sonho feliz e triste;
Triste, pois estava em abandono
E feliz pela lembrança que ainda existe.

E ao acordar o poeta
E deparar-se com a rotina
Da hipocrisia que detesta
Foi defecar versos em sua poética latrina.

E defecou versos incríveis
E levou para exame de consciência
Os resultados possíveis:
Sofrimento e perda de paciência.

Seu médico era ele apenas
Sua doença platônico amor apenas
Sua cura o tempo apenas
O ponto final: a morte apenas.

Cícero –30-08-94
Cícero Carlos Lopes
Enviado por Cícero Carlos Lopes em 28/04/2013
Código do texto: T4264183
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cícero Carlos Lopes
Ferraz de Vasconcelos - São Paulo - Brasil, 43 anos
374 textos (6600 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/19 11:47)
Cícero Carlos Lopes