Ficamos Sem Tom

FICAMOS SEM TOM

Abriram-se as cortinas do céu

E a ave bateu asas para o além

Foi-se aquele pássaro

Que se voou ultrapassou continentes

E seu canto ecoou no mundo

Tornou-se uma espécie universal

E conquistou confortáveis abrigos

Mesmo fora de seu ninho

Mas nunca esqueceu seu torrão

Sua rota sempre foi à qualidade

E o ritmo de seu canto

Foi à simplicidade e o bom gosto

Mas mesmo assim,

Não conseguiu escapar

Dos estilingues maldosos

Com “Pedra de atiradeira”.

Sua floresta está de luto e indefesa

Porque foi ele o seu guardião.

Ipanema encolheu-se em melancolia

Enquanto a pedra de Gávea chorava

E o mar cantava “Desafinado”.

Na cadência do “Samba de Uma Nota Só”,

“O Samba do Avião”, que cruzava o céu

Sobre o cume do “Corcovado”.

“Só a única verdade me tiraria desse imenso palco, onde representei tão bem, ao equivalente a vida real”.

Samuel Alencar da Silva

salencar
Enviado por salencar em 02/07/2013
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