Corpo Exilado

Fugiu,

Do seu corpo,

Da sua mente,

Do seu sonho

Da sua história.

Foi para longe

Onde nem o eco mesmo pudesse o ouvir

Não teve água, nem comida, nem memória

Tinha apenas uma terra de mãe sofrida

Contanto sua estória

Exilado dentro da sua alma,

Viu-se na estrada desaparecer

Mais um se perdia

Antes mesmo de nascer

Enterrou gente,

Não tinha esperança de algo nascer

Nessa terra esquecida

Nem deus por aqui queria aparecer

E foi-se o tempo,

O dia virava noite,

E a tristeza permanecia

Fiel companheira de quem não acredita.

E pela esperança perdida

Pelo sonho exilado

Segue o homem morrido

Morto-vivo zumbizado.

E resolveu aceitar o que tinha

Como errante vivia,

Não tinha água, deus ou Aparecida

O cérebro já não existia

Perdido vagava enquanto o tempo corria

E assim esperava pela morte a única certeza na vida.

A Confessora
Enviado por A Confessora em 08/08/2013
Código do texto: T4424911
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