A Mulher que Sou.

Garimpo palavras, como se fossem pedras.

Preciosas pedras, difíceis de encontrar.

Para expressar o que sinto

Para expressar o que sou

Preciosas palavras.

Que caibam justinho no meu sentir

Que sirvam ao tamanho do meu amor

Que digam ao mundo quem sou

Sim, que digam quem sou!

Pois sou tantas e todas tão confusas

Que não sei quem sou.

Que não sei aonde vou.

Por vezes, as todas que sou se embaralham.

Tento puxar o fio do novelo.

Para fazer una a mulher que sou:

A mulher criança que fui

A mulher adulta que estou

A mulher apaixonada, tantas vezes magoada.

A mulher feliz, tantas vezes amada.

A adolescente rebelde mora em mim, mulher madura.

A mulher que lutou para ser livre tem medo de ser.

Mas perder minhas asas?

Nunca!.

Quero perder o medo da altura!

E voar alto para ver melhor o brilho das pedras

E descer, me encurvar e escolher.

As pedras que me dirão quem sou.

Evelyne Furtado.

Evelyne Furtado
Enviado por Evelyne Furtado em 09/04/2007
Reeditado em 27/09/2009
Código do texto: T443053
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