DISPERSÃO

DISPERSÃO

Passeio ébrio de desejo

Por caminhos utópicos

Sempre procurando o nada

Ou o não sei o que

Introspecto-me em mim mesmo

E nunca encontro comigo

Fujo sorrateiramente para o além

Mas nunca ultrapasso o muro

Que limita minha existência

Sendo escravo de minha consciência

Sou algoz de mim mesmo

Recluso-me na minha penitência

Executando minha pena

Pois, não vislumbro uma saída

“Nas estradas da vida sempre corro o risco de ser atropelado por uma paixão fulminante”.

salencar
Enviado por salencar em 23/10/2013
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