RASCUNHOS

Quando empunhei o lápis,

pela primeira vez,

suspirei com a ponta da grafite:

_ Que versos são estes que espero.

E houve o lapso momentâneo de um talvez,

porém, a mão firme no continuo traço,

transformou o fato em poesia.

Éramos eu, o lápis e a página,

ele em absoluto capricho

e ela, orgulhosa em receber-me em idéias,

feliz por suas linhas agora preenchidas.

E se fez vida no paraíso da literatura,

na criação da obra

e nos erros primários... Um pecado!

Para o eufemismo coube-me a borracha.

E houve o drama e a comédia,

na narrativa pessoal do artista,

na louca odisséia da vida...

Uma fabulosa história a ser escrita.

E veio a tragédia a sucumbi-lá.

Na página um rascunho imaturo,

sem o credito do poeta complexo,

não deu outra, foi ao lixo!

Autor: Sandro Colibri /SP – Março/07

Sandro Colibri
Enviado por Sandro Colibri em 18/04/2007
Reeditado em 13/04/2010
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