AO OLHAR

E quando estiveres por aí

nas madrugadas frias

de lua, sombrias, minguadas

ao relento, aguadas

mil histórias apagadas

escrevendo-me estarei

olhando-me a mim

como a primeira vez

em que me olhaste

Se de noites em noites

pareço-te esquecida

ainda assim, desfolharei

o silêncio

ao quedar da noite

Sob luares, deslizar olhares

às margens de mim...

Sandra Vilela (Eternellement)
Enviado por Sandra Vilela (Eternellement) em 04/02/2014
Reeditado em 05/02/2014
Código do texto: T4678074
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