As órbitas do meu olhar

Este olhar que tenho hoje

Não esconde a minha essência feminina

Nem a força das minhas fibras

E minhas manhas, minhas rimas

O meu corpo moreno não morre

ao teu descaso, ainda sou

Água que corre para o mar

Nenhuma trapaça, me encarcera

Eu fico a observar

o teu penar, e suas tristezas

Sei que não pode me alcançar

Sou uma estrela ardente

Que queima na vida

Os sentimentos mais profundos

Não sigo outros astros

Tenho minha órbita delicada

Mas cortante, abrasante

E quando se apaga a luz

que era tua

Eu queimo em outros céus

E você não vê

Neste seu observatório oco

Que chama de certezas

As minhas chamas só lampejam

Cristhina Rangel.

Cristhina Rangel
Enviado por Cristhina Rangel em 01/06/2014
Código do texto: T4828210
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