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Despedida

Decompõem-se as células
alheias às mais eloquentes epopeias
obedecendo, irrefutavelmente,
às leis da natureza.

Agora
subjetiva é a peculiar dor
de quem chora uma partida.
Que dor, pois, seria alguém partir
sem deixar dor?
Se nossa vida permanece
na lembrança de quem fica!

Então, estimada dor:
Dilacera-me o peito com carinho;
mareja-me os olhos
de imensurável saudade;
doa sem receio,
sem ressentimento
porque está tudo bem!

O pranto de quem se despede
nada mais é do que gratidão
por quem tudo de bom nos fez.

Querido pai
podes ir!
Está tudo bem!
 
 
Hermison Frazzon da Cunha
Enviado por Hermison Frazzon da Cunha em 14/06/2014
Código do texto: T4844558
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermison Frazzon da Cunha
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 39 anos
103 textos (30097 leituras)
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Hermison Frazzon da Cunha