OFICIAL


Surpresa com o título oficial erguido como gelo
Ao se desmanchar com o calor abrasivo do não oficial.
É uma trocação sem limites de tudo existente.
Injustiça violenta na imediata substituição ficada.

Eras passadas como se existisse cópia, apaixona-se.
Ligeiro demais talvez pela necessidade duvidosa.
Anterior clareada sem uso de alvejante ou anil.
Diz-se o único por desvelo ao doce primeiro amor.

Encontra-se com tamanha indiferença estampada
Na face do ídolo sem merecer importância alguma.
Caindo a chuva segue no transporte costumeiro.
O motivo é o oficial não perder o trono humilhante.

Em certas horas o mundo é um moinho giratório.
Ganhar é poder, muitas vezes é propriamente perder.
Ilusão, nada mais quando a esperança enganosa,
Toma posse do que nunca existiu, verdadeiro amor
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Gildete Vieira Sá
Enviado por Gildete Vieira Sá em 08/07/2014
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