MINHA OUTRA METADE

Troco o esforço para ser compreendido

Pelas dádivas da paciência.

No vigor das manhãs, perfumes e canções

Ligam-me a partes boas do passado.

A imaginação me leva para onde fui mais feliz

Retiro metade do que eu disse para aceitar coisas novas

Na outra preservo quem sou,

Voluntário de muitas causas perdidas.

Enquanto a metade da alma perdida

Vaga em desencontros,

Aprendo a me contentar com o pouco

Que as riquezas não conseguem comprar.

Como a lua minguante ainda no céu,

A minha outra metade discreta acomoda a esperança

Da fertilização dos corações desertificados,

Do azul do amor, do verde da vida.

10/02/2015

João dos Reis Filho
Enviado por João dos Reis Filho em 10/02/2015
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