Lada em que navego!

Lada em que navego!

Tranqüila de manso regato.

Sob seu olhar vigilante

Pai, meu afeto!

Oscular-te iam às mãos!

Lágrimas que correm.

Ventos sopram...

Momentos vagos

Que frio! Vazio

D`alma a solidão.

Ah! Sua visão!

Canejo és tu coração!

Às canhas do peito estás.

Em tua causa certames já se fez!

Por cérulo, prateado

E até dourado tomaram.

Mas canejo sois! Coração.

Do lagar, borra afastada,

Seu néctar sorvido.

Verde que está!

Dor foi causa.

Ébrio tornado

Melhora em nada.

Dou-te um cequim.

Tudo que tenho

Cenestesia de mim!

Cenho que faço

Celsitude por fim.

Tornei-me solífugo.

Silogismo que busco.

“Brevis esto et placebis!”

Cenismo que tenho.

Mas ainda te digo.

“Cave canem!”.

Ab-reação...

O aljôfar de meus olhos

Por ti é que são!

Baldar tal sentimento hei!

Para não restar

Espectro seu!

Brutus (Anjo Azul)
Enviado por Brutus (Anjo Azul) em 25/03/2015
Reeditado em 15/09/2022
Código do texto: T5182132
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