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O vendedor de floreios

Aborto o rasante
Trago à face idéias cinzas
E o voo cai com meu quebranto
Chuto o espanto em frases curtas
Me conforto, deitado,no pé da cama


Trago a faca, faço um sulco
me dói o corte atrás da carne
Acho que fiz um bom disfarce
Ao atar o desatino
e a ousadia com mordaça

Serei um velho nessa praça
Com quatro filhos na garagem
Um vira-lata atado e triste
Desanimado amargo e insone

Mas mesmo amando muito
Descortinado aberto ao mundo
Sinalizo a cal  do muro
Que traz pra mim o desconforto
Ou será dor de desgosto?
Sei lá, já fui tão outro
Desse lado sou anônimo
Endereço, bairro, e pronto
Michell Niero
Enviado por Michell Niero em 16/06/2007
Código do texto: T528813

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Sobre o autor
Michell Niero
Osasco - São Paulo - Brasil, 35 anos
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Michell Niero