O Passar dos Dias

Caminhar por entre as nuvens, andar sobre águas e lavas, neve, frio, quente... Apenas caminhar.

Afinal, existem dias em que o vento não sopra, que as portas fechadas estão...

Dias em que não conseguimos mirar no espelho e enxergarmos os rostos de nossas almas...

Há dias em que a mão bate a porta e ela não se abre.

Dias em que lavamos nossos rostos para tentar perceber nosso deserto pessoal mas só contemplamos fuligem, vento, fuligem, lágrimas, fuligem, ansiedade, fuligem, angústias...

Dias em que o sol não brilha e noite não acaba.

Dias que parecem noites e noites que parecem dias...

Tenho fome!

Fome de entender que vencerei com as armas do amor e que armas oníricas não me trarão a real vitória sobre sobre vós, oh inimigos de minha alma.

Inimigos sangrentas que se pudessem beberam todo o sangue que jorra de minhas carótidas poéticas... O fariam!

Inimigos? Eles já se foram, o amor venceu...

Venceu a angústia, a ansiedade e o pavor de um dia acordar no limbo da insensibilidade...

Livrai-me desse mal! Amém!

Paoloalmada
Enviado por Paoloalmada em 25/09/2015
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