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INDIGNAÇÃO

Não sei se posso chamar este texto de poema; porém se assim não o for chamarei de desabafo, pois é difícil se calar diante de tanta impunidade e injustiça.
Nossos governantes vivem dizendo que o analfabetismo, a pobreza é que são os culpados por tanta violência que assola o país, que nós os pobres, simples e humildes somos os responsáveis pela grande onda de violência; porém fica difícil entender porque não dão explicações quando os fatos ocorrem no lado da classe alta, pois é fácil dizer que o favelado, como são chamados os cidadãos pobres, por não terem estudo, condições financeiras se tornam ladrões, assassinos, etc...
Mas quando nos deparamos com um quadro como o ocorrido no Rio neste sábado dia 23 de junho de 2007, onde estudantes de classe alta espancam uma mulher e roubam, que motivos terão eles? Não precisam responder, pois a desculpa já foi dada, alegaram ser uma prostituta e daí então resolveram espancar e roubar a mesma. Bom; que fosse uma prostituta, e desde quando a prostituta deixou de ser um cidadão? Desde quando foi aberta a caça as prostitutas? Pois que eu saiba não foi criada nenhuma lei que determine que as prostitutas devem ser caçadas, espancadas e exterminadas; mas tudo bem na cabeça desses jovens, ou melhor, dessas crianças como disse o pai de um deles deve ser uma coisa bem normal, o pior é você ter de ouvir o depoimento do pai de um dos jovens se pronunciar dizendo que “não é justo que crianças que estão cursando faculdade e trabalham sejam mantidas presas”; quer dizer se o filho do pobre comete uma atrocidade desta, este não trabalha porque o desemprego esta grande, e também não cursa a faculdade, pois o pai não tem condições de pagar uma e o mesmo não conseguiu vaga na federal; ele deve ser considerado um monstro e trancafiado para então ser julgado e condenado, mas o jovem da classe alta que comete a mesma atrocidade, por estar cursando a faculdade e estar trabalhando na maioria das vezes na empresa do próprio pai tem de ser perdoado. Olha; não estou aqui pra julgar ninguém, e nem apoiar as atrocidades cometidas por jovens da classe baixa, porém fica difícil se calar diante de tanta impunidade e barbaridades que temos de ouvir neste país, pois a desculpa de sempre é que o pobre por nada ter se torna marginal para então assim conseguir possuir aquilo que sonha; e o filho do rico que tudo tem do bom e do melhor porque motivo comete certos atos?
Jorge Santos
Enviado por Jorge Santos em 25/06/2007
Código do texto: T540850

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Sobre o autor
Jorge Santos
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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Jorge Santos