VÁRIOS AMORES

Atrás, amei beltranos e fulanos,

Agora te amo assustadoramente...

Quimeras eu enterrei, mas, não a última!

Tu és o auge, da minha mais recente.

No rolar dos desejos meus imperas

E figuras do teu jeito, indecente!

Vejo teu jeito meio inconsequente,

Tendo o viver, agora em plenitude.

Tenta o acerto faz experimentos,

Mas com o escracho de tua juventude,

Esbanjas gestos, gestos tão pequenos,

Que me fez recuar, tua atitude!

Mas, meu recuo não é por ter virtude,

Asseguro-te ser por precaução.

Tuas aventuras que singram desejos,

Nos meus fazeres, tem a contra mão!

Prefiro então nadar em águas rasas,

Que me afogar nas águas da opressão!

Brumas, o mar revolto, alta maré;

Não é possante o barco em que navego,

É só por isso então, que sou prudente;

Motivo pelo qual eu não me entrego.

Entrego-me a defesa, do que sou,

Fico na defensiva e não sossego!

Meu Deus! Não me fez bem esse desvio,

O mar jogou-me em lúgubre borrasca,

E no âmago grifou fundas ranhuras

E do meu coração tirou mil lascas;

Na agonia da dor de cada uma delas,

Oh flor do mal! Nenhuma criou casca!

Zé Salvador.

Zé Salvador
Enviado por Zé Salvador em 19/01/2016
Código do texto: T5515894
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