Entre as tuas paredes

Quero ouvir a melodia das águas
do remanso
Sentir o frescor e o verde da paisagem
Vestir-me, ainda que seja de saudade
E sair por aí, vagando a toa.


 
Há em mim inquietação tamanha,
Em não apagar da memória
Doces momentos, cumplicidades
Dessa história...
A vida é tão breve e tão incerta
Do amanhã nada sabemos,
Oh, existência cheia de inglórias!

Quero saber até onde vão os passos
Desse dorido e (por vezes)
insensato coração;
Quero falar desse amor, aos colibris
Dizer às flores, do perfume que senti
Vindo de ti, perdido no espaço
Onde quisera permanecer prisioneiro
Entre as paredes de todos teus abraços.
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(isisdumont.prosaeverso.net)
 
 
Aparecida Ramos
Enviado por Aparecida Ramos em 01/04/2016
Código do texto: T5592064
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