LIBERDADE VERA

Não vou me sentir fraco por onde ainda passar

Vou desfrutar da incompreendida passagem do ser

Serei criança para navegar o bem em todo lugar

Terei a inocência, sem regras e preceitos sociais

Descalço, livre, molhar-me-ei no eterno mar salso

Deixarei banhar-me na divina chuva doce e calma

Sentirei o ar no vento a me tocar a face e o corpo

Sentirei o olor das boas comidas e bebidas do lar

Contemplarei o prado verde como faz um pai ao filho

Respeitarei a todos em seus autênticos habitats

Falarei aos bons bichos, homens de bem e crianças

Ignorarei os combates forjados no capital desumano

Entregar-me-ei à natureza longe de vil perversidade

Serei primitivo, serei vivo e livre, serei gente, enfim

Salvador, 09/01/2005.

Oswaldo Francisco Martins
Enviado por Oswaldo Francisco Martins em 07/02/2017
Reeditado em 08/02/2017
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