Poderes públicos e impudicos

Por sórdidos caminhos escusos e oblíquos

deslizam sombras entre corredores

e celebram acordos infames – mas profícuos

sob a conspícua luz da salvaguarda

de leis tortas e infames – aos ditames se rendem

até mesmo os não vendíveis...

Legal – ainda que iníquo;

profícuo – mas amoral!

Antagonismos compatíveis – o decoro!

Ali perto outra casa respeitável

ratifica a nulidade das leis

em favor dos “iguais”...

Podres poderes imorais e societários

na prostituição do erário...

Alheios a tudo as aves sobrevoam a praça e os poderes

defecando e – sutilmente – camuflando tudo...

********************************************************

(Embora escrito antes da atual crise, não há nada de profético neste texto! Tudo se repete tão igualmente e se parece com o mesmo filme visto tantas vezes que se sabe de memória o final...)

Poeteiro
Enviado por Poeteiro em 18/10/2005
Código do texto: T60731