Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

ANO NOVO SEM INÍCIO...

Chega a termo o ano em curso
E não há nem um recurso
Que o torne diferente...
Belicoso, calmo, frio
Quente, pasmo ou nervoso
Já se torna antigamente...

Este ano já idoso
Sem estatuto, sem asilo
Foi maduro com estilo,
Mas menino curioso...
E um dia foi semente
No sigilo inteligente...

Nos trezentos e sessenta e cinco
Cada dia tem seu vinco
Só de quatro em quatro anos
Vinte nove em fevereiro
Acrescenta-se o bissexto
Aumentando os desenganos...

Nos cabelos teus grisalhos
Com teus sonhos, esperanças
Retrospectivas lanças:
Lembram-te ainda pirralho
Cambaleante em teu andar
Bom ou mau, quem saberá...?

Cada ano nasce e morre
Já foi lento, agora corre.
Quando nasce está confuso
Com abusos que lhe dão...
Nos teus dias quem percorre?
Os bilhões no coração...

Ano que não tem início
Um contínuo vento passa
Na alegria ou na desgraça
Calendário fez teu vício...

Tudo agora é comum
Dividido está no tempo,
Mas do meu olhar contemplo
Todo tempo é só um...

Pois, os anos só perecem
Aos que perdem-se na vida...
És criança dividida,
Ano!
Pelos séculos que tecem
Os milênios que se perdem...

Mas que eternidade afora
Faz no infinito unidas
Nos teus dias só auroras...


Autor: André Luiz Pinheiro
31/12/2017
André Luiz Pinheiro
Enviado por André Luiz Pinheiro em 31/12/2017
Código do texto: T6213436
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
André Luiz Pinheiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
875 textos (32404 leituras)
4 áudios (192 audições)
2 e-livros (157 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/09/20 15:32)
André Luiz Pinheiro