Reencontro

No dia que te perdi

Pelas curvas da estrada

A vida ficou nublada

E a alma indefesa

Sequer uma vela acesa

Pra iluminar o caminho

E nessa angustia sozinho

Eu me chamava tristeza

Com tantas dores e avessos

Foram ruindo meus sonhos

E no meu olhar tristonho

Uma visão em degredo

A minha sina um enredo

Um desespero total

Nesse momento fatal

Passei a me chamar medo

Penando a tua ausência

Andei sem rumo ao relento

Meu fardo, meu sofrimento

Tornava amargo meu pão

Quase perdendo a razão

Por essa dor que consome

Mudei novamente o nome

Passei a ser solidão

Com o peso desta “bagagem”

E a auto-estima arrasada

Inventei nova alvorada

Que clareou minha andança

Uma luz onde se alcança

Liberdade e alento

Assim ao sabor do vento

Fui nomeado esperança

A estrada que separa

Pode unir novamente

A flor nasce da semente

Que plantamos lá atrás

Um novo ciclo se faz

Envolto em luz e verdade

Hoje sou felicidade

Por ter te encontrado... Paz.

Elson Lemos
Enviado por Elson Lemos em 02/01/2018
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