DEPOIS DO AMOR! (145)

Neste entardecer recomponho-me, tão sozinho,

Enquanto o mar, invade a areia, de mansinho,

Molha meus pés, como a fazer-me um carinho,

Minhas lágrimas correm e eu, choro baixinho...

E na mansidão da tarde, que se vai,

A solidão de mim, também se esvai,

Dou-lhe adeus, com um sorriso renovado,

Pois, novo caminho, para mim, já está traçado...

Andando na areia fina, desta praia,

Construo, um lindo castelo, de esperanças,

A saudade de meu peito, talvez não saia,

Mas, nada mais será, que vãs lembranças...

E, a quem diz, que ao findar o amor, nada mais resta,

Saiba que a vida, não tem assim, mais tanta pressa,

Te dará o tempo, que pedires e precisas,

Pr’a ressurgires, do sofrimento... Agora cinzas...

Lani (Zilani Celia)
Enviado por Lani (Zilani Celia) em 11/03/2018
Código do texto: T6276430
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