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AMANTES

Desarmados.
Bem nos sabíamos amados.

E agora despontava a aurora
E ainda sofríamos a sagração do amor.

Tocam os sinos na Catedral.
Brindam o sacramento que só nós
Realizaríamos neste tempo-espaço.

Vitoriosos de um novo tempo,
Que a busca insana brindou
Com todos os elementos
E mais um.

Agora restava percorrer caminhos
Através da luz
Que sabíamos,
E cumprir esta magia mestra
- perfeita poesia.

E o dia iluminou.
Toda vida saltou,
Sem de nós saber.
Só nós percorreríamos os dias sabendo.

Coisa, casa, café,
Dizer, domingo,
É ou não é.

Agenda semanal:
Haverá estratégia pra dobrar o vendaval?...
Era uma vez?

Medo. Oh, anticética humanidade!
Tempo. Cá estou no tempo outra... revez.

Já percebo a poeira no vidro da janela...
Luz mansinho chegando depois dos sinos.
Intensifica. Solto uma gargalhada amante.
Nada há a temer deste ponto à diante.
Nem mesmo o ponto que há a diante.

Ora, vamos, na vertical!
Saia! O cinema, a bienal!

Avante!
Respiração,
Um copo d’água,
Café e pão.

Observação cara a cara com o espelho:
Hoje não leia o caderno B do jornal.

Frase chave ligando a cafeteira:
Não disperse.

Dispersando com a xícara fumegante:
O vento é favorável e tola a idéia de vendavais.

E eu Verso no guardanapo:
Vou.
Também vens.
Agora e sempre,
Amém!

Tânia Barros - Rio de Janeiro -
www.arte-bis.zip.net
TB
Enviado por TB em 18/12/2004
Código do texto: T637


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Sobre a autora
TB
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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