LETARGIA

A Penumbra do quarto

O silêncio imperativo

E o obstinado desejo

Em manter a distância

De um calendário , obriga-me

A não querer amanhecer

Minhas lembranças

E as várias tentativas

De meu corpo marmóreo

Em sobreviver as emoções

Não me permite saber

O que escrever

Talvez ...

Eu esteja aqui

A tecer minha franqueza ,

A coragem,

E reconhecer que ser fraco

Também pode ter a sua glória !

A Penumbra do quarto ,

O silêncio imperativo !

E o obstinado desejo

Em não encontrar um culpado

Este silêncio ...

Representa quase tudo o que sempre desejei proteger

Eu já não tenho forças !

E o que vejo é muito diferente

Do que enxergo sob a luz

Assim como o que escuto

Não são as coisas que ouço

Nas canções que não compus ...

Lá fora ...

As crianças gritam suas alegrias !

Em minha roda gigante

Filmes em quadros

Na pouca luz do quarto

Já não há um desejo

E o meu corpo marmóreo

Desta vez não pode culpar você

Luciano Moska
Enviado por Luciano Moska em 11/08/2018
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