O MEU RIMANCEIRO * O relógio parado de Gabriel de Fochem

Um relógio parado

assinala

o sem tempo obstinado.

Um sem tempo que fala

duma espera,

no silêncio pesado

duma angústia severa.

Vai-se o dia,

vem a noite

e nenhuma ousadia

que perturbe ou açoite

o silêncio pesado

que macera,

nesta espera,

o sem tempo obstinado.

27 de Outubro de 2005.

Alentejo * Portugal

José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 27/10/2005
Reeditado em 28/12/2018
Código do texto: T64369
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