João sem o braço

Quem não se lembra do João sem o braço

Muito meigo, muito amoroso, queria dar um abraço.

Em quem, ele pensava,

Como tocar uma pessoa, se não tem o braço.

Um só pedacinho

E dizer meu benzinho.

Tudo ok, tudo bom, não sou o mané

Mas quero lhe fazer um cafuné.

Queria ser um garanhão

Para ser chamado de “gavião”.

O tempo passou

João aprendeu

Ser somente ele, sem o braço.

Pensou: de tudo eu faço.

Sou perfeito, sou humano

Talvez no próximo ano

Serei feliz,

Tenho bom o nariz.

Sou eu, o João sem o braço

Fico vendo de meu terraço

A vida, a estrada e tudo de bom.

JOSÉ CARLOS DE BOM SUCESSO
Enviado por JOSÉ CARLOS DE BOM SUCESSO em 06/01/2019
Código do texto: T6544362
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