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Esquisitices do Amor

Dizem os tutores da mente,
que o amor que a gente sente,
só é amor de verdade,
dando o que não se tem
a quem tem necessidade
e já não é quase ninguém.

E, numa estranha alquimia ,
forjamos a mutação
da nossa dor em alegria,
solidão em companhia,
paciência , espera , escuta,
sem sonhos quaiquer de permutas.

E neste amor se constata
que, indo além das paixões,
desfaz nó de dor invertida,
pois os nossos corações
fazem diferentes tratos
com as dívidas de nossas vidas.

Às vezes o amor falece
em luta ,e o forte fenece
vence o insano infeliz!
Mais cõmodo o que não se diz,
melhor é ficar quieto,
que o hábito é o nosso teto.

Então , o erro fatal,
fumaça em descompasso,
hiato entre entre o medo e o abraço
e o primeiro pé no degrau,
exige que qualquer passo
do outro, lhe seja igual.

Dor em semente arrebenta
quando em falso patamar,
o outro não nos vê de cima
e a gente não se aguenta
queremos asas, voar...
para o azul da auto estima.

E aquele amor companheiro,
com aura e mãos de parceiro,
torna-se gente esquisita,
perde-se na multidão
e agente tem a impressão
que só se conhece de vista.





Elane Tomich
Enviado por Elane Tomich em 01/11/2005
Reeditado em 16/11/2005
Código do texto: T66001
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Elane Tomich
Teófilo Otoni - Minas Gerais - Brasil
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Elane Tomich