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Soneto XIV

Meu dia eu já sei
Há de ser num novembro
Ela vem me buscar, a mãos estendo
Como eu sempre sonhei.

Será numa linda tarde
Onde o sol deixa o céu cor laranja
E, vejo surgir, por entre minhas franjas
Aquele que eu chamo covarde.

Há de ser um dia após
O décimo dia do mês da morte
Finalmente eu e a morte a sós.

Há de ser um dia eterno
Ao menos pra mim, maldito sem sorte
Hei de ir sem parada ao inferno.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 14/03/2005
Código do texto: T6612


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
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Júnior Leal