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NOITE DE TEMPESTADE



A noite escura.
O vento forte.
A chuva intensa.
A trovoada.

O céu rasgado por riscos de luz,
A que se segue uma voz trovejante,
Severa e zangada,
A ralhar com o mundo.

O som da chuva a bater na vidraça.
O silvo do vento a penetrar pelas frestas.
Os elementos em fúria a fustigarem a terra,
E a amedrontar as gentes.

Os corações apertam-se,
Os corpos encolhem-se.
Está criado um cenário de medo.

Será?
E se fosse antes um cenário de sonho?

Não há nada tão belo
Como a natureza
A gritar poderio,
Enquanto o homem,
Na sua fraqueza,
Treme e receia.

Uma voz meio sumida
Balbucia assustada:
-Que noite medonha!

E eu, fascinado
Discordo e sorrio.
Então contraponho:
- Que noite tão bela!




Guilherme Duarte
Enviado por Guilherme Duarte em 26/09/2007
Reeditado em 26/09/2007
Código do texto: T668884

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Sobre o autor
Guilherme Duarte
Portugal, 75 anos
7 textos (250 leituras)
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Guilherme Duarte