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[...]

[...] E foi eu quem ficou ali!... 
Por horas apáticas, sem ter consciência do que sucederia após o temporal. 

Tranquei as portas e fechei as janelas, foi inútil, entraste pela fresta quase imperceptível. 
Mas, observaste a minha fraqueza, e tomou-me para si! 
Isso foi uma atenuante para o meu surto, lapsos de psicose aguda.
Um "ser" sem nada ter, e de mais nada apetecer... 
Almejei voar mais alto que os céus, caí o mais profundo dos abismos. Crucifiquei na Cruz a minha carne em retalhos, ainda sangrei alí por horas...
Perdi o rumo do paraíso, adentrei pelas crostas infernais, o cheiro de enxofre impregnando em minhas entranhas. 

Não sou mais do que uma estranha, em um mundo sem lei, perdida entre o caos e a bonança. 
Às vezes, perco-me no tempo e me vejo poeta, noutras eu me sinto apenas uma criança.

Cristina Milanni
Enviado por Cristina Milanni em 14/08/2019
Código do texto: T6719760
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Cristina Milanni
Catalão - Goiás - Brasil
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Cristina Milanni