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POEMA GEOMÉTRICO

Rumos e vértices no escuro.
É estranho perceber
Que a cada esquina
Há outro horizonte.

Pontes inviáveis a outros rumos
E vértices
A outros horizontes
- Um sorriso pisoteado
Como se o caminho
Justificasse os passos,
Como se um minuto
Encarnasse um istmo
Às esquinas do tempo,
Como se o sujeito
Não precisasse predicado,
Sem ligações, rumos ou vértices,
Ou nuvens,
Ou céus noturnos ...

Pontes inviáveis a um futuro
Onde os caminhos são
Infindavelmente inúteis
E cada esquina
Um vértice inexorável,
E cada horizonte
Um passo a outro polígono ...

Deita-te na praça
E observa este polígono em expansão!

William Mendonça
Enviado por William Mendonça em 30/09/2007
Código do texto: T674270
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
William Mendonça
Tanguá - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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16 áudios (7544 audições)
11 e-livros (33470 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/17 14:39)
William Mendonça