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Bailarina



Radiante como sol
Esvoaçante como nuvem
Num clima de plumas envoltas em bruma
Tua leveza dissolve a retidão da coluna
Enquanto semeias almas com teu pólen

Rosa branca desabrochando no palco
Ante o encanto do amor que sobeja contido
No peito que palpita e pára um pouco
Na narina dilatada, na garganta entalada
Na mão suada, no coração partido

No teu passo que flutua
No teu gesto que insinua
Na platéia que é toda tua

O queixo altivo, o ombro recuado
As mãos desfazendo-se em pétalas
Os pés em malabarismos mágicos
Linda, linda... teus passos são versos

Que cordas diáfanas são estas que te sustentam?!
Que brilho é este que irradias?!
Que sortilégio é este que me arrebata?!
Que beleza é esta que me contagia?!

Embalada no vibrar da música
Que no teu parceiro, o ar, ressoa
Flutuas sobre os pés, quase voas
Estrela do norte, brilhante, única

Borboleta radiante
Pétala de rosa solta
A bailar na brisa revolta
Na ribalta de um Sol infante

Borboleta, espírito e leveza
Das pontas dos pés às asas
Voadora alma que encima as casas
No patamar da sua realeza

Flutua nos varais do vento
A saia esvoaçante torvelinha
A coxa dura feito rocha
O queixo empertigado de rainha

Voa borboleta, voa linda
Voa branca, negra, despida
Paira solta sobre o tablado
Salta sem temer descida

Salta da íris dos meus olhos
Embalada nas lágrimas do meu encanto
Penetra lenta na minha alma
Seca, com tuas asas, o meu pranto

Linda bailarina, confesso meu pecado
Não de chorar, a despeito de ser homem
Confesso estar perdido onde os sonhos somem
Confesso, linda borboleta, hoje, ter te amado.

D.S.
















Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 30/09/2007
Código do texto: T674817

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10570 leituras)
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