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Ventre

           
Meus maiores amores estão distantes
E meu coração todavia desesperado
Não cabem no meu abraço como antes
Agora só me resta um enorme desalinho
De manter horas e dias contados

Jaz seco meu ventre materno
Pois já não aquecem mais o ninho
Gritos, abraços e o calor das palavras
É o preço a pagar pelo mundo moderno

Não inventaram tecnologias de abraço
a distância, nem beijo por correspondência
Mas desfazer pouco a pouco o laço
E o amor, razão da sobrevivência

Conta as horas nos ponteiros da eternidade
Porque sei que lá toda saudade é passageira
Pois coexiste com uma só realidade

O amor que semeei floriu para o mundo
É ele a minha verdade inteira
Páginas escritas do meu eu mais profundo


Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 24/10/2019
Código do texto: T6778191
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 64 anos
1083 textos (60447 leituras)
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1 e-livros (251 leituras)
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Angélica Teresa Almstadter