Madrugada

Vultos à direita

Vultos à esquerda

Olhos pesados

Arregalados

Nenhum ruído

Se uma mariposa...

Tivesse pena de.mim

Fazendo um barulhinho...

Não estaria tão só

As horas da madrugada

São inimigas

Os pensamentos carregados

Às vezes de um vazio desalmado

Outras vezes não há muito ...DO NADA

DESCONEXO

lembranças e saudades

Brigam entre si

Ninguém vence

A madrugada continua

Com ela os olhos fecham

Mas abrem....

As pálpebras em órbita

O vazio insiste...

Restos de culpas

Culpa sem dor

Incolor

Inodor

Vestígios de traços e rabiscos

Vão sumindo

A poesia desaparece

Apenas o sono furtou

Todas as esperanças

De se fazer uma poesia na madrugada!

zemary
Enviado por zemary em 07/01/2020
Código do texto: T6836064
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